terça-feira, 27 de abril de 2010

Pôr-do-sol

Pôr-do-sol

Sabes
hoje és apenas a criança
que brincava ao pôr-do-sol
quando as aves recolhiam aos seus ninhos
e a noite caía devagar.

neno/Alberto Luís/ Alberto Páchê

sexta-feira, 16 de abril de 2010

a vida é uma caneca de café a ferver

a vida é uma caneca de café...

brincava com as palavras, num
olhar de caneca de café sentada
à minha frente, enquanto fumava
um cigarro em forma de mortalha.
a vida é um pedaço de pão, deixado
ao acaso em cima de uma mesa de
café. a vida não se compadece com
olhares sem-abrigo. tinha eu a idade
dos meus pais quando se casaram
numa capelinha esquecida
no interior
de portugal. tudo me serve de lembrança, até eu.

a.páchê 1140

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Urgência

Urgência

Não sei o que digo, muito menos o que escrevo,
mas escrevo, tenho urgência em escrever,
para te dizer que te amo,
ou talvez mesmo para to dizer.



A.P 6040

quarta-feira, 31 de março de 2010

A espera

Era noite de breu
na minha alma - abismo.
Não venhas tarde
que(cá)te espero
antes
que
morra
à tua
espera.

Alberto Páchê/3230

sábado, 27 de março de 2010

O Mar

O MAR

O Homem
derramará lágrimas de sangue,
quando o mar galgar muros e falésias
ceifando vidas e haveres.
Tenho medo da verdade das palavras.
A civilização perdida no desencanto
de gestos imprudentes:de gestos sem razão.
Olha como tudo muda à nossa volta,
olha como tudo muda à nossa volta.

neno"Apocalípticos"

terça-feira, 23 de março de 2010

Como a neve

Como a neve


Fiz cálculos e riscos nas paredes do
espaço para encontrar a tua alma alada
em fuga sobre o solo manchado de sonhos
e delírios. Vivo no labirinto da procura.
Vivo na imensidão de repousos e cansaços.
E a tarde vai caindo de mansinho como a neve.
Vamos sonhar para que este dia nos transmute
em flocos de neve - doces e leves como o ar.
Vamos voar como pássaros e abraçar
as brancas nuvens do Céu.


neno

segunda-feira, 22 de março de 2010

O LIVRO

O LIVRO

De tempo em tempo
leio o livro de Cesário Verde
encostado à sombra de uma árvore.
Agora, tenho uma árvore sábia na família.

Poesiadeneno8220

domingo, 21 de março de 2010

A bicicleta de quatro rodas[Dia Mundial da Poesia]

A bicicleta de quatro rodas[Dia Mundial da Poesia]


Tenho uma bicicleta de quatro rodas
para viajar pelo mundo.
A poesia viaja pelo mundo,
na minha bicicleta de quatro rodas.



Poesiadeneno5030

sexta-feira, 19 de março de 2010

Hoje és, apenas, pai [Dia do Pai]

Hoje és, apenas, pai [Dia do Pai]


De horas e lembranças – completo o nome.
Três letras infinitas – na verdade.

Há coisas que invento a teu respeito
mas de tudo me lembro
quando és(apenas)pai.




Poesiadeneno19/03/10

quinta-feira, 18 de março de 2010

Cupido

Cupidoo822001

terça-feira, 16 de março de 2010

A tarde esconde-se no horizonte

A tarde esconde-se no horizonte


Há vozes que se vazam do meu peito,
e percorrem as enseadas do teu corpo:
são beijos e abraços infinitos, de um olhar
de sede e de desejo. Cubro-te com abraços:
um amor sem limites. Há vozes que entram
no teu corpo: regatos que deslizam dos meus olhos,
numa torrente de beijos e suspiros. Perdemo-nos
no tempo…a tarde esconde-se no horizonte.


Poesiadeneno

domingo, 14 de março de 2010

Antes e depois, estavas tu

Antes e depois, estavas tu

Antes e depois, estavas tu e eu sentados à lareira.
Depois, estavas tu sentada à lareira dos meus olhos
Antes, estava eu sentado à lareira dos teus olhos.

Poesiadeneno

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval

Carnaval





Poesiadeneno

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

doce Primavera

doce Primavera



a noite cai por entre o arvoredo.
do casario elevam-se vozes:
sons do tempo – sons da vida.
calma quando calma – aventureira quando calha.
os passos já lá vão. fica a memória.
de manha voltarei
pra respirar
o ar das rosas varandeiras
e o perfume do pão e azevinho.
Abandono a alma em fantasias
quando apareces à janela
e os primeiros raios de sol
entram em nossos corações.
É tempo de sorrir – doce Primavera.


neno921001 “Searas de Solidão”

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Margens

Margens



um ramo de acácia
aconchega
o sentimento dos amantes
o rio
corre – ali ao lado – a roçar
as raízes
do velho pensamento
enquanto os aloendros
entoam canções de amor


Poesiadeneno in “ Searas de Solidão”